domingo, 2 de agosto de 2009

Reflexões

"É difícil aprisionar o que tem asas. Um pequeno garoto certa vez disse isso quando, acabara de perder uma borboleta colorida que, pela primeira vez, tinha conseguido capturar com muito esforço.Vi no olhar inocente a doce ilusão daquele garotinho que por alguns segundos cogitou a idéia de ter a borboleta ao alcance de sua mão sempre que a quisesse. Na realidade não é difícil aprisionar o que tem asas; é impossível. Toda e qualquer privação não é e nunca será plena. O filme com enredo mais bonito que eu já assistir fala, em seu foco narrativo, exatamente o poder de ser livre mesmo estando preso. Um sonho de liberdade me ensinou, muito, como é impossível aprisionar algumas asas.
Hoje, fiz uma foto com uma borboletinha colorida. Aprisionei, em meus dedos, por alguns segundos, no entanto tenho absoluta certeza que o pensamento dela estava na liberdade de outrora."
[Rafael Almeida Teixeira]

Esse foi um texto que um companheiro de blog criou para o título deste.
Eu adorei o texto, e ele me fez uma pergunta que me fez refletir. Na verdade, a pergunta foi feita devido a minha resposta sobre este mesmo post, que falava sobre amor, mas da maneira que respondi, falava sobre sentimento afetivo por outra que nos atrae fisicamente. Sentimento esse que pode nos dar o chão ou até mesmo tirá-lo, dar conforto ou deixar-nos completamente desorientados.
Eis a indagação:
-Você tem namorado? Entende um pouco sobre amor, aparentemente. - disse.
É verdade que lhe dei a resposta óbvia e simplória, mas acredito que ele queria saber sobre o que achava desse sentimento.
Talvez, minha concepção sobre esse sentimento seje imatura e a resposta que eu possa dar não atinja as expectativas do questionador, mas o que fazer se nesse mundo estamos em constante aprendizado, e eu como ser racional na condição de aprendiz não seria diferente de todos os outros.
Pra mim, amor é aquilo que nos tira do chão e faz com que um simples programa a dois seja a melhor coisa do mundo inteiro. É o que faz - aparentemente - o tempo parar para eternizar o que alí se passa. É o que nos conforta, apesar do mundo estar desabando.
Mas infelizmente isso pode causar repulsa - dependendo do envolvimento dos enamorados, quando não é respeitado o espaço do companheiro. É certo que entre dois apaixonados há a intensa necessidade de tornar-se um só, mas não devemos deixar de lembrar que somos seres completamente diferente uns dos outros, e da mesma forma, como seres imperfeitos que somos temos nossos defeitos. Para mim, os tais defeitos são nada mais que manias que não condizem com as nossas, que vão contra nossos princípios e normas - mas quem somos para julgá-las se estas normas foram criadas por nós mortais?
Voltando ao texto inicialmente postado, que eu não devo fugir do tema, volto a dizer o que havia comentado anteriormente no blog deste companheiro:
-Como você mesmo disse, podemos aprisionar por um certo instante, mas se persistir a borboleta luta, e pode até se machucar. É mais ou menos como o amor. Eu acredito que ele só dura em liberdade, quando não há respeito pelo espaço do outro, sufoca e só faz com que outro sinta vontade de se libertar. - respondi.
O que quero dizer com isso é que existem inúmeras pessoas que não sabem lidar com as diferenças e tentam de alguma forma adequar a outra pessoa para si, esquecendo que somos seres dotados do livre arbítrio e que mudar a outra pessoa só para satisfazer-nos é burrice. Talvez a transformemos em um monstro. O que devemos fazer é simplesmente respeitar as diferenças e aprender a conviver com elas.
Bom, caro Rafael, espero que tenha conseguido atingir suas expectativas.
E quanto a vocês que me acompanham, pensem nisso! E sintam-se à vontade para expôr suas opniões também.
Namasté.
;*

3 comentários:

Amanda disse...

Toda vez que me deparo com o título do teu blog, penso em tudo que aprendi com esses anos e relacionamentos que se passaram.
Um dia, quando eu ainda não tinha sentido o amor, apareceu na minha vida um rapaz que transformou os pensamentos de menina em desejos de mulher.
Foi ele quem me ensinou que todos passarão e tudo é passarinho. Se não bater asas, crescer e buscar seu próprio alimento (mesmo que tenha sido alimentado a principio por outro), nunca será grande o suficiente pra ver o céu, sentir o sol.
Não ouso definir o amor, mas é desta forma que o sinto desde então.

Rafael disse...

;-)

Desabafando disse...

adorei o seu texto e sua reflexão. Concordo plenamente que pra um relacionamento dar certo é necessário respieto ao espaço do outro. Não adianta querer prender alguém, porque vc só vai machucar essa pessoa e destruir suas asas. Uma pessoa ferida, ficará sempre dependente de algo ou de alguém, do amor, do afeto e deixará de crescer e espalhar sua alegria a outras pessoas. Acho que quando há amor, há respeito ao espaço. Muito bom o texto.